Primeira Entrevista…

Entrevista a Dead By Request, com ex elemento Hüska Burra Mamô.

Este projecto Dead By Request, é mais electrónico que os Hüska Burra Mamô, consideras isso uma evolução sonora a nível pessoal? Ou sempre quiseste fazer algo assim?
Sim, sempre foi algo que existiu, mesmo no tempo dos Hüska Burra Mamô.
Alguns dos temas até são dessa altura mas nunca os aproveitei antes.

Qual a tua principal fonte de inspiração? Suponho que não seja apenas inspiração de outras bandas…
Principalmente a sonoridade mais obscura dos 80′s, mas não só.
Inspiro-me bastante em filmes também, como, aliás, transparece de forma mais vincada no tema AS THE LAST PRAYS ARE SAID, e num outro tema não editado ( For a friend).

Como estão as pessoas a aderir a este teu projecto?
Até agora tenho tido um feed back bastante positivo. Quer através do Myspace, quer através de Forums temáticos relacionados com música.
Como no caso do Portugalunderground, por exemplo, onde está disponível para partilha, esta primeira maqueta.

Podes-me falar do nome? Dead By Request tem bastante classe, foi um nome que surgiu de repente, ou já o tinhas memorizado?
O Que também é bastante interessante é a capa deste teu primeiro trabalho, podes falar sobre ela?
Realmente ainda não tinha pensado antes no nome. Foi, mais uma vez, através da inspiração cinematográfica.
Começou a partir de MURDER A LA MODE, título de um dos primeiros filmes de Brian de Palma. Depois dei-lhe algumas voltas e acabou por ficar em Dead by Request.
A imagem da capa, como de resto as outras imagens também disponíveis no Myspace, são fotografias encenadas e tiradas por mim.
A fotografia é outra das minhas grandes paixões.

Já vi que tens grandes influencias cinematográficas, quais as tuas preferências nesse campo?
São muito variadas….
Desde os filmes mais existencialistas de Ingmar Bergman, ao terror/ficção de David Cronenber ou John Carpenter. Os grandes épicos de Sergio Leone. E, claro está, Stanley Kubrick.

Podes dizer o nome de um filme que mereça destaque?
Irmãos Inseparáveis, do David Cronenberg, acho que foi dos que mais me marcou.
Uma historia de arrepiar com uma prestação fantástica do Jeremy Irons.

Planeias futuros lançamentos com os Dead By Request?
Espero bem que sim!
Estou a tentar juntar músicos que me ajudem a levar o projecto Dead by Request para o palco.
Neste momento comecei a ensaiar com o futuro guitarrista do projecto, que também chegou a pertencer aos Hüska Burra Mamô na sua fase final, e estou a tentar juntar mais 2/3 músicos que consigam por os Dead by Request a tocar ao vivo.

Qual o local de sonho para actuar?
A nível nacional gostava muito de poder tocar no Hard Club.
Nunca lá toquei, mas já foram tantos e, alguns bem marcantes, que lá vi que gostava também de experimentar a sensação de estar do outro lado. Infelizmente, parece que vai ser impossível pois o Hard Club está prestes a fechar portas, segundo se sabe.

A sério? Não sabia disso…
Sim foi noticiado há algumas semanas no Correio da Manhã…

A nível de produção, apesar de ser um trabalho gravado num estúdio próprio, está bastante bom, gostavas de encontrar editora e estúdio, ou preferes ficar assim?
Falar em termos de editoras é sempre complicado.
Nunca estão contentes! Querem sempre alterar alguma coisa naquilo que tu fazes! Enfim, o trabalho deixa sempre um bocado de ser teu.
Claro que gostava de gravar com melhores condições. Pelo menos com um software mais adequado. Com uma melhor percepção daquilo que vou fazendo.
Mas talvez na próxima maqueta consiga reunir condições para que tal aconteça, ou mesmo, tentar gravar num estúdio propriamente dito.

Quando ouvi o teu trabalho, pareceu-me que a música abordava a vida, no seu lado mais profundo… Pretendes transmitir algo ás pessoas alem disso, ou apenas abordar a vida como tema?
Sim. Nalguns casos tento mostrar que a vida resume-se a uma insignificante porção de tempo, durante o qual nos é permitido passar por este planeta e usufruirmos, um pouco, daquilo que nos rodeia.
Por isso, algumas vezes, sinto uma certa tristeza ao ver a nossa sociedade caminhar cada vez mais para a futilidade do consumismo desbragado.
Dos Shoppings, Telemóveis, etc, etc…..
Noutros casos, as minhas letras reflectem apenas o desagrado e a tristeza de algumas situações mais pessoais.
Tento ser, muitas vezes, o mais pessoal possível.

Obrigada pela entrevista, queres dizer algo?
Quero, em primeiro lugar, agradecer o teu interesse por este projecto e pela divulgação do mesmo.
Em segundo, dar-te os parabéns pelo Blog, pois acho que é assim que se mantém vivo o Underground nacional, num país que se encontra cada vez mais apático.

Já agora, chegas-te a fazer o álbum como uma edição verdadeira ou apenas uma cópia num CD virgem?
É uma cópia!
Ainda não pensei em comercializá-lo. Talvez quando tiver os músicos e outro som.

Muito obrigada pela entrevista e continuação de bom trabalho!
Visitem a webpage: http://www.myspace.com/deadbyrequest

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